Entrevista: Lucinda Riley

Olá gente, tudo bom? Eu e a Vivi do Razão e Resenhas conseguimos uma linda entrevista para vocês, exclusiva dos nossos blogs, a entrevistada da vez é a querida Lucinda Riley, confiram e não deixem de passar no Razão e Resenhas para prestigiar a Vivi também, afinal é sempre uma vitória conseguir trazer autores internacionais pros blogs.


Lucinda, seus livros falam sobre a vida real, tragédias e morte. Como você encara a morte?
Eu realmente não sou uma pessoa religiosa, mas eu acredito que há um poder no universo que é "maior" do que nós, seres humanos. Seria muito arrogante para nós pensar que sabemos as respostas para tudo ou que tudo pode ser explicado pelos fatos e a ciência. Então, eu estou aberta à idéia de que o espírito/alma/essência de uma pessoa continua após a morte, de alguma maneira que ainda não entendemos completamente.

Como você se sente ao terminar de escrever um livro. Você se sente triste e solitária ou feliz?
É geralmente uma mistura de emoções. Eu definitivamente sinto um pouco solitária no momento em que eu termino um livro. Eu vivo e respiro com os personagens enquanto estou escrevendo, eu habito seu mundo. Então, quando eu tenho que dizer adeus a eles pode ser muito triste. Mas eu estou sempre muito feliz e satisfeita também, sabendo que contei suas histórias da melhor maneira que eu pude.

Eu amo seus livros e os leio muito rápido, porque as histórias estão sempre muito bem escritas. Você tem uma fórmula especial de pesquisa? Você costuma visitar os países que você descreve em seus livros, para conhecer melhor a cultura e as pessoas que lá vivem?
Geralmente um lugar ou um prédio (aqui entendi como casa, mansão, castelo, como sempre são mencionados em seus livros) que primeiro me inspira a escrever. Por exemplo, com The Girl on the Cliff (A Garota do Penhasco), era a costa selvagem e bela de West Cork, na Irlanda. Eu nasci lá e vivi lá por muitos anos e eu sempre soube que um dia eu iria escrever sobre isso. Assim que eu decido sobre um local, eu faço um grande esforço de investigação em todos os aspectos da minha história. Minha pesquisa inclui sempre visitar ou re-visitar o lugar que me inspirou, a fim de absorver o máximo da atmosfera e da cultura que eu puder. Espero que isso faça com que os livros sejam mais "autênticos" para os meus leitores.

Lucinda, você considera escrever um livro um trabalho árduo?

Sim e não! Quando estou escrevendo, eu me torno totalmente imersa no meu trabalho e isso envolve muitas horas e muitas, muitas noites e madrugadas. Mas eu também considero um extremo privilégio ser capaz de ganhar a vida fazendo algo que eu amo tanto. Escrever, para mim, é algo que eu tenho que fazer - eu não "decidi" de forma racional começar um livro, é mais o caso de uma ideia para uma história que se aloja na minha mente e toma conta de mim. É como se os personagens ficassem sussurrando em meu ouvido e pedindo para serem ouvidos.

Você tem um ritual especial ou engraçado que costuma praticar antes de se sentar para escrever?

Eu muito raramente me sento em uma mesa quando estou escrevendo. Eu acho que eu trabalho melhor se me movimentar, além do que, devido a uma lesão por esforço repetitivo, eu não posso sentar-me em um teclado de computador por longas horas. Então eu "dito/falo" as palavras em meu fiel gravador ao passear ao redor da casa ou no jardim, ou sentada no chão. Minha maravilhosa assistente, Olivia, digita minhas gravações para o papel. Um ritual que eu tenho quando estou escrevendo é tomar uma taça de vinho rosé Provençal na hora do almoço. É um pequeno incentivo para me manter durante toda a manhã!

Como se sente vendo seus livros sendo lidos por pessoas de todo o mundo, e se descobrir na lista de Best Sellers em tantos países?

Eu ainda sou absolutamente humilde e espantada com a popularidade dos meus livros. Estou muito grata aos meus adoráveis leitores de todo o mundo por fazerem minha carreira possível.

Você geralmente fala sobre a 2 ª Guerra em seus livros. Foi um trabalho duro pesquisar sobre isso?

Eu não incluí deliberadamente a Primeira e a Segunda Guerra Mundiais em qualquer dos livros, isso apenas "aconteceu" como uma parte natural da história, porque parecia certo para o cenário e os personagens. É um trabalho difícil pesquisar esses momentos e acontecimentos do mundo, porque não há tanta informação disponível sobre eles, é importante ser precisa e correta até mesmo para homenagear os homens e mulheres que lutaram durante esses tempos bravos. Dito isto, eu sou uma escritora, não uma historiadora, então eu só uso dados históricos onde se encaixam em meu enredo.

Como você se sente sabendo que os seus livros, com histórias tão longas, com mais de 500 páginas, são tão bem aceitos pelos leitores? Especialmente em países como o Brasil, onde as pessoas não têm muito o hábito da leitura.
É um enorme, enorme elogio saber que meus leitores estão dispostos há investir seu tempo em meus romances. Espero que seja porque eles se tornam tão absorvidos nos personagens e na história que eles não se importam quanto tempo levará a leitura!

Você é conhecida como uma mulher irlandesa de alma "carioca". Como você se sente sobre isso? O que fez você escolher o Rio como parte de sua história em seu próximo livro? Você pode nos contar um pouco mais sobre este livro?
Eu amo essa descrição de mim! Eu não posso explicar totalmente, mas a primeira vez que visitei o Brasil, senti uma estranha conexão muito profunda com o país e seu povo. Foi neste contexto, que me fez querer escrever um livro que foi parcialmente baseado no Brasil. Eu não estou autorizada pelos meus editores para dizer muito sobre o próximo livro, exceto que ele será o primeiro de uma série de sete romances. O primeiro é definido no Brasil e Paris e está quase concluído. Estou muito, muito animada sobre isso, e sobre os outros livros da série.

Agradecemos muito sua atenção com os leitores brasileiros e pergunto se você poderia deixar uma mensagem para os leitores dos blogs, que te amam tanto...

Partindo de uma "carioca Irish"(Irish: Natural da Irlanda/ Irlandesa), eu digo obrigada do fundo do meu coração por lerem e apreciarem meus livros. Eu mal posso esperar para estar de volta ao Brasil novamente em breve.

Gente, a Lucinda é uma fofa, e foi muito atenciosa por nos ceder um pouquinho do seu tempo, o que acharam das respostas? Lindas né? 
Eu e a Vivi estamos muito felizes com essa entrevista em nossos blogs, obrigada a todos os leitores do PL e claro, do RR.
Vocês podem também conferir um vídeo sobre A garota do penhasco, clicando aqui.

3 comentários:

  1. Amei a entrevista! E que top! Uma entrevista com a Lucina Riley, gente! Eu só li A Garota do Penhasco, mas gostei bastante. E um livro que se passa no Brasil????

    maravilhosomundodetinta.blogspot.com.br
    @mmundodetinta

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  2. Amiga, vocês ARRASARAM na entrevista! Eu adorei e a Lucinda é muito fofa! Adorei as novidades, saber como é a escrita dela... achei super legal e as perguntas de vocês foram ótimas!!! Fiquei super animada em função da série que será lançada no Rio e Paris! *o*

    Beijos,

    Marcelle
    www.bestherapy.net

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  3. Keh que bacana amiga conseguir uma entrevista coma Lucinda! Wow!
    Vc e a Vivi foram muito danadinhas heim? Parabéns às duas!
    Eu tive o prazer de conhecer a Lucinda pessoalmente na Bienal de SP e sei o quanto ela é atenciosa com seus leitores. Além de muito simpática.
    Todos que estavam no dia do evento, ficaram encantados com ela, eu principalmente, pq ela conseguiu dizer meu nome direitinho! Ai que emoção...
    Mas lendo a entrevista, acho que fiquei ainda mais apaixonada por ela por conta desses trecho: "Estou muito grata aos meus adoráveis leitores de todo o mundo por fazerem minha carreira possível."
    Gente o que é isso? É de uma humildade e carinho extremos, fiquei tocada. Pois é bem verdade, somos nós, os leitores, quem fazemos a carreira dela e de qualquer autor, ser possível e ler este agradecimento singelo é emocionante.
    Amei demais Keh, obrigada por ter trazido essa entrevista mara e à Lucinda por suas palavras belas.
    Bjokas amiga.

    www.lerepensar.com

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Fonte: http://princesa-descolada-myla.blogspot.com/2013/03/paginacao-numerada.html#ixzz2j39CpByO