Resenha: Os três - Sarah Lotz


  • Editora: Arqueiro
  • Páginas: 400
  • Nota: 
  • Skoob

Quinta-Feira Negra. O dia que nunca será esquecido. O dia em que quatro aviões caem, quase no mesmo instante, em quatro pontos diferentes do mundo. Há apenas quatro sobreviventes. Três são crianças. Elas emergem dos destroços aparentemente ilesas, mas sofreram uma transformação. A quarta pessoa é Pamela May Donald, que só vive tempo suficiente para deixar um alerta em seu celular: Eles estão aqui. O menino. O menino, vigiem o menino, vigiem as pessoas mortas, ah, meu Deus, elas são tantas... Estão vindo me pegar agora. Vamos todos embora logo. Todos nós. Pastor Len, avise a eles que o menino, não é para ele... Essa mensagem irá mudar completamente o mundo.


Antes de começar a falar sobre o livro, eu gostaria de falar uma coisinha que está me incomodado. Bom, muitas vezes quando escrevo sobre um livro que não foi de todo proveitosos pra mim, algumas pessoas me enviam e-mails ou me chamam no facebook pra perguntar por que eu não gostei, e dizer que depois que leram a resenha perdeu completamente a vontade de ler o livro em questão, e é pra essas pessoas que eu quero dizer isso: Veja bem, de forma alguma eu estou querendo fazer com que vocês não leiam livros, bons ou ruins o que vale é aquilo que você tira de melhor dele. Não existem apenas resenhas positivas, eu tento de toda forma expressar meus verdadeiros sentimentos sobre o livro, portanto nem sempre falarei bem, mas eu não gostar de um livro não significa que você vá odiar, gosto é diferente. Todavia, peço que não leiam a minha resenha para julgar o livro, leiam o livro e tirem suas próprias considerações. O que eu escrevo aqui é MEU ponto de vista, MINHA opinião. Certo? Vamos lá.

Ah, escrever sobre esse livro é difícil. Pois eu ainda não consegui formular o que eu realmente senti com ele. Primeiro que sempre que eu crio grandes expectativas com uma leitura acabo me frustrando, pois nem sempre é tudo aquilo. Acontece que “Os três” não é um livro ruim, não tenho nenhuma pretensão de caracterizá-lo dessa forma. Eu diária mais que ele tem coisas que eu aprovo e coisas que eu não aprovo. Atualmente eu não sei se amei ou odiei esse livro. 

Comecei a leitura acreditando que o livro era de terror, mas me enganei. Só que apesar de não ser propriamente terror, tem varias partes que nos deixam um pouco “amedrontados” - não aquele medo de fantasmas, é um medo maior, um medo de coisas reais, coisas que nos cercam. Talvez essa não tenha sido a intenção da autora, mas em algumas partes ela dá a entender que tentou passar esse ar assustador, porém foi complemente em vão. E além disso, completamente desnecessário, pois o livro podia ter sido levado pro lado oposto. Faltou desenvolver determinados pontos para que estes passassem a ser mais tocantes e/ou arrebatadores. E várias – várias mesmo – partes se tornaram tão enfadonhas que eu fui obrigada a fechar o livro e continuar no dia seguinte.

O livro tem uma narrativa bem parecida com um documentário, uma pesquisa, com matérias de jornais, relatos, e-mails e etc. E como eu falei, tem muita coisa desnecessária ai dentro, coisas que de nada adiantaram durante toda a leitura, e o pior... O mesmo sentimento que você tem ao começar o livro, você tem ao terminar. Esse sentimento não é ruim, é uma tensão agradável. Mas nada mais que isso. 

Pamela May Donald é uma americana e também uma das sobreviventes – não se apegue a ela. Na verdade, Pamela está no livro com um único intuito: Passar uma mensagem que talvez mude o rumo da história. Como falam na sinopse, na quinta feira negra, quatro aviões caem em diferentes partes do mundo, a única relação que eles têm é que: três crianças sobreviveram. Esse caso das três crianças passa ser estudado e somos apresentados aqueles fatos, e-mails, teorias, chats, e tudo aquilo que citei lá pra cima. Bom, acompanhamos Elspeth Martins – autora/personagem de ‘Quinta-feira negra – da Queda à Conspiração’” – em sua busca por respostas, acerca das crianças e nesse meio termo conhecemos diversos personagens, alguns exóticos, outros impactantes e outros nada animadores.

“Os três” relata um acidente de avião de forma diferente, mostrando-nos um ponto de vista diferente, sobre religião – fanatismo? – crueldade, e principalmente aborda vários sentimentos macabros de pessoas doentias. E além do mais, a autora soube bem como expor aquele lado negro da mídia, o lado sem escrúpulos das pessoas. Nesse ponto eu posso bater palmas de pé para Sarah.

O maior ponto positivo foram alguns relatos interessantíssimos, que nos prendiam. Algumas partes foram bem criadas, onde a autora explora áreas legais, como medo, angustia tragédias, sofrimento e por ai vai. Mas ai que mora o problema, a autora te apresenta um relato bem interessante e logo em seguida acaba com tua empolgação ao começar a enrolação.

As teorias que autora trás a tona é também um ponto que me deixou bastante curiosa com a leitura, as conspirações e todo o mal que cerca é sem sombra de dúvidas o motivo maior de eu ter dado três estrelas.

Não pense que é um livro fácil, é o tipo de livro que você deve se entregar para conseguir absorver o máximo que ele pode oferecer. Não sei como caracterizá-lo, mas se eu tentasse seria como: Bizarro, medonho, fantástico, maçante, nada convencional, brilhante, autentico, fabuloso, e acima de tudo: Indescritível. 

Seria loucura dar apenas três estrelas a um livro que eu caracterizo como fabuloso? Talvez! Mas depois de ler “Os três” você vai entender esse sentimento de amor e ódio. Apesar de ter dado três estrelas eu indico muitíssimo esse livro a vocês.

12 comentários:

  1. Eu ainda não li o livro, mas já vi várias resenhas que relataram essa relação paradoxal durante a leitura. Isso me instiga demais a ler, mas ao mesmo tempo não me faz criar uma expectativa tão grande. Apesar das opiniões que lemos por aí, temos sempre que ler para criar a nossa, a não ser que o livro pareça realmente não fazer o nosso estilo.
    Beijinhos!
    Giulia - Prazer, me chamo Livro

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  2. Oi Kezia!
    EU não li o livro, confesso porque quase não tenho tempo, para falar a verdade. Mas te entendo nessa relação de amor e ódio, pois tenho um livro em especial aqui, que eu preciso ler novamente para definir o que sinto em relação a ele. Mas o fato de voce deixar claro que ama e odeia a história, é interessante e instigante como a Giulia disse acima.

    Beijos!
    Cinefilando Br

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  3. Aleluia mais alguém que entendeu o que eu quis dizer com... o livro é maravilhoso, mas eu detestei ele! WTF? kkkkkkkkkkkkkkk
    Ai gente, se a mulher tivesse dado uma porcaria de final decente à história, eu teria ficado feliz, de verdade! Mas foi um bando de divagações sem sentido que não me levaram para lugar algum. E tudo bem que as coisas nem sempre precisam ser explicadas, mas poxa, pelo menos alguma coisa deveria.
    Eu também senti esse amor/ódio por ele. E pensar que ainda tem uma continuação. Meu pensamento é... Será que vou ter saco pra ler?

    bjus
    terradecarol.blogspot.com

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  4. Mesmo tendo surtado com o final esse livro me deixou embasbacada, acho que foi a escrita da Sarah, coincidentemente resenhei Os Três essa última madrugada, adorei o livro. Gostei imensamente de sua resenha, e entendi perfeitamente o que você falou no início de seu post. Tem livros que amamos e damos nota 3. E outros que nos deixam vagos mas que daremos nota 5 sem pestanejar, esse é o mundo maluco dos leitores, sei bem como é...rsrs
    Beijos Kéh.
    Vivi
    RR

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  5. Estou lendo e bem pertinho do final!
    Confesso que estou com medo de me decepcionar!
    kkkkkkkkkkkk
    Depois te conto
    Beijinhos
    Rizia - Livroterapias

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  6. Por que as pessoas não entendem isso, né, que a resenha é nossa opinião, que gosto é gosto e pronto. Claro que a gente tenta ler livros de que vai gostar, mas às vezes fazemos escolhas erradas para nós! Não tenho vontade de ler esse livro, mas não por causa de uma resenha específica, e sim por causa de várias coisas que li por aí, até em resenhas positivas, que me mostraram que não é leitura para mim. Você tê-lo descrito como bizarro e medonho só confirmou minha opinião... rs... Não curto livros que me deixem amedrontada.

    Beijo!

    Ju
    Entre Palcos e Livros

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  7. Olá Kéziah, tudo bem?
    Também li Os Três, e não foi tãão .... tão. Esperava bem mais do que simples relatos. Espero que ele seja único, porque um segundo não aguentaria não.

    Beijo

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  8. Oieee, quando vi o lançamento deste livro não fiquei muito interessado, porém depois de ler algumas resenhas, meu interesse por ele aumentou um pouco, não sei se iria gostar do livro, mas apostaria na leitura, quem sabe eu goste rsrs, valeu pela dica de leitura e parabéns pela resenha. Abraços.

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  9. Oi Sedutora! Haha
    Eu realmente não gostei desse livro.
    Tu ainda tiveste uma relação de amor e ódio com ele. Eu apenas tive uma relação de ódio.
    Foi uma leitura extremamente maçante, sem muitos acontecimentos interessantes e ainda acabou de uma forma tão chata!
    Eu realmente me decepcionei.
    Enfim, entendi bem tua opinião e adorei o comentário inicial. É sempre bom se explicar para os leitores.
    Abraço!

    "Palavras ao Vento..."
    www.leandro-de-lira.com

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  10. Oiee,
    Bom primeiro tenho que concorda com você, sempre que eu faço uma resenha lá no blog e falando do que eu senti, mas deixo claro esse ponto que você mencionou, você tá super certa, quando escrevemos uma resenha de um livro quando não gostamos tanto, o que eu faço e ler o livro mas sem tanta empolgação hehe...
    Vamos ao livro agora, realmente é complicado quando criamos expectativas demais, acabamos muitas vezes nos decepcionando, mas pelo que vi aqui ainda você não saber nos falar se odiou o livro...
    Não sou muita fã de documentários, ainda não li nenhum livro nesse estilo, mas acredito que não irá me agradar tanto, alias imaginei um hitsória bem diferente do que li aqui na sua resenha por sinal.
    Bom mesmo com esses pontos que mencionei que acredito que não vou gostar muito do livro, quem sabe acabo lendo mais pra frente e gostando, mas no momento passo a leitura adiante, estou fugindo de leituras maçantes.
    Parabéns pela resenha.
    Beijos
    Mari - Stories And Advice

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  11. Olá, tudo bem???
    Bom eu concordo com você em termos referente as resenhas positivas e negativas e querendo ou não nós como blogueiros temos sim certa influência principalmente quando uma pessoa quer ler um livro, mas que não está tão animada e lendo uma resenha um pouco negativa termina desistindo ou quando uma pessoa está super afim de ler e lê uma resenha positiva e corre para a livraria mais próxima literalmente o que as pessoas precisam pensar é que a partir do momento que sentiu vontade mais ou menos na leitura de um livro desse levar em consideração o enredo apresentado pelo resenhista mesmo que seja negativo ou positivo e ler o livro com desânimo ou não para que tire as próprias conclusões isso sim seria o melhor a ser feito, mas essa é a minha opinião.
    Sobre o livro eu ainda tenho muita vontade de ler, mas vai demorar um pouco, só vou comprar livros agora na bienal porque até lá já terei lido pelo menos 40% dos livros que eu tenho aqui para ler rsrsrsrs.. Eu gostei do tema abordado e o fato de parecer com um documentário não me desanima eu até gosto dessas leituras complexas... Xero!!!

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  12. Oi Ké!
    Isso aconteceu comigo já, só que não com esse livro! Foi com o Ladrão de almas, foi bem assim, amor e ódio, quando eu fui pensar depois de terminar eu simplesmente não sabia se tinha gostado ou não, mas mesmo assim eu queria que as pessoas lessem! Loucas né!
    Eu gostei da resenha e o livro me chamou atenção!
    Beijos

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Fonte: http://princesa-descolada-myla.blogspot.com/2013/03/paginacao-numerada.html#ixzz2j39CpByO